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SAP S/4HANA: por que 2027 é um prazo que não pode ser ignorado

A SAP já deixou claro: o suporte convencional ao ECC 6.0 termina em 2027, com uma extensão paga possível até 2030 em condições específicas. Parece longe. Não é. Projetos de migração para S/4HANA levam, em média, entre 12 e 24 meses — e isso considerando que a empresa já sabe o que quer fazer.

O problema não é a tecnologia, é a fila

O maior risco não é técnico, é de capacidade. Milhares de empresas no mundo todo vão competir pelos mesmos consultores especializados, pelas mesmas janelas de implementação e pelos mesmos parceiros nos próximos anos. Quem deixar para decidir em 2026 vai encontrar equipes mais caras, prazos mais apertados e menos flexibilidade de escopo.

  • Empresas com ECC customizado tendem a subestimar o esforço de análise de gap
  • Migrações "big bang" concentram risco; abordagens em fases distribuem, mas exigem mais planejamento
  • O Business Process Analysis prévio é o que mais separa projetos que ficam no prazo dos que estouram

Por onde começar, na prática

Antes de qualquer decisão sobre greenfield (implementação nova) ou brownfield (conversão do ambiente atual), vale um diagnóstico objetivo: quais customizações do ECC ainda fazem sentido, quais processos podem ser simplificados usando o padrão S/4HANA, e qual o real apetite da operação para mudança nos próximos 18 meses.

Migração de SAP não é projeto de TI — é decisão de continuidade de negócio. Tratar como projeto de infraestrutura é o erro mais comum que vemos.

Greenfield, brownfield ou híbrido?

Não existe resposta certa universal. Operações com processos muito customizados e dívida técnica alta geralmente ganham mais com um greenfield bem escopado. Já operações mais próximas do padrão SAP tendem a se beneficiar de conversões brownfield, com menor disrupção e reaproveitamento de dados históricos.

O que fazer esta semana

Se sua empresa ainda não tem um roadmap formal de migração, o primeiro passo não é escolher ferramenta nem fechar parceiro — é mapear o cenário atual com clareza: versão do ECC, nível de customização, integrações críticas e janelas de negócio que não podem ser interrompidas. A partir daí, o caminho fica muito mais claro.

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